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Petro critica decisão dos EUA de ‘fechar’ espaço aéreo da Venezuela

Petro critica decisão dos EUA de ‘fechar’ espaço aéreo da Venezuela


Presidente colombiano classifica medida como ilegal, defende soberania venezuelana e cobra reação de países da América Latina e do Caribe

EFE/ Ricardo Maldonado Rozo /ARQUIVO

Gustavo Petro, presidente da Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou neste fim de semana a decisão do governo dos Estados Unidos de considerar “fechado” o espaço aéreo da Venezuela, afirmando que a medida é “totalmente ilegal”. Em publicações na rede X, o colombiano disse que nenhuma autoridade estrangeira pode impor restrições desse tipo a outro país e defendeu que empresas que seguirem a orientação sejam multadas.

Petro afirmou que fala tanto como presidente da Colômbia quanto no exercício da presidência pro tempore da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Segundo ele, a determinação americana — feita pelo presidente Donald Trump — viola princípios básicos do direito internacional e da soberania nacional. “Um presidente estrangeiro não pode fechar o espaço aéreo nacional, ou o conceito de soberania deixará de existir”, escreveu.

O presidente colombiano ressaltou que não há autorização do Conselho de Segurança da ONU nem do Senado americano para qualquer medida militar ou restrição que afete o espaço aéreo venezuelano. Para ele, ações unilaterais desse tipo enfraquecem a ordem internacional e exigem reação firme da América Latina e do Caribe. Petro também declarou que a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) estaria “falhando” ao permitir a implementação da medida.

A declaração de Trump foi feita no sábado (29), em meio à escalada de tensões com o governo de Nicolás Maduro. Ele pediu que companhias aéreas, pilotos e até traficantes de drogas e de pessoas “considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado em sua totalidade”. A advertência ocorreu após autoridades de aviação dos EUA alertarem para riscos crescentes no país, citando piora da segurança e mobilização militar venezuelana.

O anúncio teve impacto imediato. Desde então, seis companhias aéreas — entre elas Iberia, TAP, Avianca, Latam, GOL e Turkish Airlines — suspenderam voos de e para a Venezuela. Em resposta, a autoridade aeronáutica venezuelana revogou as permissões dessas empresas para operar no país.

Petro afirmou que “nenhuma companhia deve aceitar ordens ilegais sobre o espaço aéreo” e pediu que a União Europeia normalize os voos para a Venezuela ou aplique multas às empresas que descumprirem acordos regionais. Ele também defendeu sanções a empresas colombianas que se recusarem a prestar serviços contratados ou ignorarem diretrizes da OACI e do governo colombiano.

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Para o presidente, fechar unilateralmente os céus de um país representa um precedente perigoso. “A humanidade deve ter a liberdade de voar, e os céus devem estar abertos em todo o mundo”, declarou.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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