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Após Tarcísio anunciar ‘fim’ da Cracolândia, Felicio Ramuth nega dispersão em outros pontos de SP 

Após Tarcísio anunciar ‘fim’ da Cracolândia, Felicio Ramuth nega dispersão em outros pontos de SP 


Em entrevista à Jovem Pan News, o vice-governador detalhou as ações e afirmou que ‘o estado, em parceria com a prefeitura, não vai admitir que qualquer região da cidade apresente uma cena sequer semelhante àquela’ 

Jovem Pan
Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Felicio Ramuth (PSD), vice-governador de São Paulo.

Na última semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou que a Cracolândia, a mais notória cena de uso aberto de drogas do país, chegou ao “fim”. Em entrevista à Jovem Pan News nesta segunda-feira (17), o vice-governador Felicio Ramuth, coordenador das ações na região, detalhou a estratégia multifacetada que, segundo ele, desmantelou o “território de ausência do poder público” e rebateu a percepção de que os usuários teriam apenas se espalhado pela cidade.

“Sim, a Cracolândia acabou e não voltará mais”, afirmou Ramuth de forma categórica. Questionado sobre a possibilidade de uma mera dispersão dos dependentes químicos para outras áreas, como a região do Minhocão e do Memorial da América Latina, o vice-governador argumentou que o fenômeno atual é diferente. Ele explicou que a antiga Cracolândia era um local onde o Estado não conseguia atuar, permitindo a concentração de até 3.000 usuários e a livre operação do tráfico. “Isso não existe mais na cidade de São Paulo. Não vamos admitir”, declarou.

Segundo Ramuth, o fim da Cracolândia não se deu da noite para o dia, mas foi o resultado de um trabalho gradual de dois anos e meio. A estratégia se baseou na retomada do território pelo Estado, combinando ações de segurança, saúde e assistência social. Para sustentar a afirmação, ele apresentou dados expressivos: a prisão de mais de 1.500 traficantes, a implementação de tecnologias de vigilância como o Smart Sampa e a Muralha Paulista, e, principalmente, o foco no tratamento.

“Foram 28.000 internações”, revelou o vice-governador, destacando o trabalho do Hub de Cuidado em Crack e Outras Drogas, que realizou 35.000 atendimentos. As internações ocorreram tanto em hospitais especializados quanto em comunidades terapêuticas. Ramuth enfatizou a criação de uma “porta de saída” para os dependentes, com programas de reintegração social, como o Programa Operação Trabalho (POT), que oferece uma bolsa de R$ 1.200, e a criação de 40 “Casas Terapêuticas” e das “Casas Prevenir”, que dão suporte aos recuperandos e suas famílias.

Ao abordar a persistência de grupos em outras localidades, Ramuth diferenciou a população em situação de rua, que muitas vezes se agrupa por segurança, da formação de novas “cracolândias”. Ele citou um levantamento recente em um ponto na Barra Funda, onde apenas 8% dos abordados eram oriundos da antiga cena de uso. “O que tínhamos ali era o melhor lugar do Brasil para se esconder da polícia e da família. Com a presença do Estado, a região deixou de ser interessante para esse influxo de pessoas”, explicou.

Uma trabalho gradual de dois anos e meio, segundo Ramuth, foi a intervenção na Favela do Moinho, que servia como base para o crime organizado que abastecia a Cracolândia. A operação resultou na prisão de lideranças do tráfico e ofereceu moradia digna para mais de 800 famílias.

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O governo reconhece que o consumo de drogas na cidade continua a ser um desafio, mas reitera que a cena de uso aberto e o território sem lei que definiram a Cracolândia foram extintos por uma estratégia contínua e integrada. “É um trabalho baseado em ciência e evidências”, concluiu Ramuth.

*Com informações do Jornal da Manhã 

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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